
Mercado de escritórios
O mercado de escritórios no Brasil deve experimentar uma forte retomada em 2025, impulsionado pelo retorno ao trabalho presencial. Segundo pesquisa da KPMG, 57% das empresas brasileiras adotam o modelo híbrido, com 50,9% exigindo presença no escritório de duas a três vezes por semana.
A taxa de vacância de escritórios atingiu seu nível mais baixo desde 2021. Segundo dados do terceiro trimestre de 2024, três grandes consultorias imobiliárias apresentaram as seguintes taxas: Cushman & Wakefield registrou 18,20%, CBRE apontou 19,3%, e Newmark indicou 20,9%. Estes números representam uma queda significativa em relação à média de 25% registrada em 2021.
A absorção líquida, principal indicador de demanda, alcançou 220,5 mil metros quadrados até o terceiro trimestre de 2024, um aumento de 55% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Newmark. Este valor é quase o dobro da média histórica anual de 120 mil m².
“Se tudo correr como estamos prevendo, os números devem se aproximar da maior absorção líquida da história, registrada em 2017”, afirma Mariana Hanania, da Newmark. Felipe Giuliano, da CBRE, acrescenta: “As empresas hoje buscam, em média, uma estação de trabalho para cada 12 metros quadrados. Antes da pandemia era uma estação a cada sete metros quadrados.”
O aumento na demanda está pressionando os preços, especialmente em regiões premium como a Faria Lima, em São Paulo. A Cushman & Wakefield calcula que o aluguel médio do metro quadrado corporativo paulistano está em R$ 130,19, com locações na Faria Lima chegando a R$ 400/m².
Renato Almeida, da Cushman & Wakefield, projeta que o movimento de retomada gradual para o escritório deve se espalhar de São Paulo para outras capitais brasileiras ao longo de 2025, destacando que “o escritório se mostrou indispensável”.
Fonte: Bloomberg Línea

